17 de mai de 2012

A aprendizagem sob o olhar da psicopedagogia


Ramos, Magda Maria. Diagnóstico Psicopedagógico. Massaranduba: IESAD 2012.

Realizei a resenha da obra “Diagnóstico Psicopedagógico”, os conceitos discutidos pela autora Magda Maria Ramos são fundamentais para o entendimento das causas de dificuldade na aprendizagem das crianças, tendo como perspectiva o diagnóstico Psicopedagógico.
O objetivo da obra é levar o leitor a refletir sobre as dificuldades apresentadas pelo aluno na sala de aula, a evolução da sua aprendizagem, e de que forma o diagnóstico Psicopedagógico pode contribuir na identificação e no direcionamento dos casos.
A autora inicia a obra conceituando o termo diagnóstico, entendido como uma palavra de origem grega diagnostikos que significa hábil em discriminar. É visto também como a identificação da natureza de um problema, de uma questão, de uma dificuldade.
A autora explica que o diagnóstico é parte integrante da intervenção psicopedagógica sendo fundamental para a identificação das causas das dificuldades de aprendizagem. “Esse procedimento é, na realidade, uma avaliação da situação do aluno com dificuldades dentro do contexto escolar. Surgiu da constatação de que existe um sintoma, caracterizado pelo fato de 10 a 15% da população escolar, em média, apresentar problemas de aprendizagem”. (MORAIS, apud RAMOS, 2012, p.2).
O diagnóstico é indispensável na identificação dos fatores internos ou externos que influenciam a aprendizagem do aluno, pois busca identificar a causa de sua dificuldade. Ramos aponta em sua obra que, nesse processo, também estão envolvidos o professor, a escola, o aluno e a família.
Outros autores que destacam a importância do diagnóstico é Perlman e Myklebust (1975), afirmando que ele é necessário para: Efetuar uma triagem e identificar as crianças com dificuldades de aprendizagem; Ajudar nas decisões em relação à classificação; Identificar objetivos a curto e longo prazo; Ensinar estratégias para a solução das dificuldades.
Segundo Weiss (1992), o sucesso do diagnóstico não depende do número de instrumentos utilizados, mas sim da competência e sensibilidade do profissional que está atuando.
É importante destacar que não é permitido ao psicopedagogo recorrer a determinados instrumentos de uso da psicologia, por não ter formação específica para aplicação e análise do material. Quando a situação requerer, ele deve solicitar ao psicólogo, ou dependendo do caso, a outros profissionais habilitados para completar o diagnóstico (RAMOS, 2012, p.7)..

Ramos esclarece que diagnóstico é uma avaliação, “é o processo de coleta de informações com o propósito específico de orientar as decisões a serem tomadas em relação à criança, mediante a identificação de suas potencialidades e necessidades” (2012, p. 8). Essa avaliação centrada na criança implica em passos como: Identificar a existência de um problema (atraso em determinadas tarefas, em relação aos colegas; comportamento inadequado; dificuldade em prestar atenção; imaturidade; dificuldade para atender ordens; baixo desempenho nas atividades; falta de interesse pela escola); Avaliar a natureza de um problema (para a avaliação podem ser utilizados instrumentos como testes normativos e  testes de critério); Avaliação da inteligência (os testes de inteligência, é que produzem uma probabilidade moderada de se afirmar que uma criança tenha, ou não, dificuldade de aprendizagem); Avaliação das habilidade ( a escolha é feita em função dos problemas que se suspeita que a criança possua); Avaliação dos componentes do processamento das informações (identificação dos pré-requisitos necessários para realizar uma tarefa específica).
Ramos pontua que todo diagnóstico concluído deve resultar numa devolutiva para os pais e/ou profissionais que encaminharam a criança. “Essa devolutiva é na realidade um relatório, escrito em linguagem clara e objetiva que aponta todas as atividades realizadas e informações obtidas que fundamentaram a conclusão do diagnóstico” (2012,p. 12).
Sempre que vamos fazer um diagnóstico temos que nos propor “a conhecer a pessoa por inteiro, temos que verificar como ela aprende e não verificar o que ela já sabe ou aquilo que ela não sabe; isto a escola, ou a família já sabe, nós temos que questionar o como e não só o que ela aprende” (RAMOS, 2012).
A elaboração desta resenha foi extremamente significativa, pois pude compreender que toda a dificuldade de aprendizagem precisa passar por um diagnóstico para a identificação e encaminhamento adequado da criança quando se fizer necessário. O professor não pode qualificar os alunos seguindo apenas a sua opinião rotulando-o disso ou daquilo, pois o único que pode realizar um diagnóstico efetivo é o profissional capacitado para isso.

                                                                                                                     E. A. Felipe
                                                                                                                    SFS/SC 2012

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